Os livros
| Ilustração de Monty Vaz |
Há livros que vão e voltam. Há pouco tempo conversei com o meu amigo, o Dr. A., sobre um livro que havia lido na juventude "Le Matin des Magiciens" (O Despertar dos Mágicos), de 1960. Foi o primeiro livro que li em francês. Era um calhamaço de mais de 600 páginas, que eu carreguei comigo para cima e para baixo, até para as aulas de francês da escola. Não me lembro de o ter encontrado quando esvaziei o apartamento dos meus pais. Talvez tenha sido destruído, ou não me tenha chamado a atenção quando vasculhei as estantes. Foram muitas sessões de jogar coisas no lixo, separar outras para doação, distribuir pelos irmãos, ou tentar vender. Os livros foram doados para o projeto @favelivro. Recentemente encontrei uma menção a "Le Matin des Magiciens" numa reportagem sobre o escritor haitiano Thélison Orélien. Ele foi acusado de usar IA para escrever um romance que chegou a ser indicado para o prêmio Goncourt. Parece que ele já havia sido acusado anteriormente de plagiar "Le Matin des Magiciens". Pena que eu não o resgatei e juntei a outros livros que li na juventudo, como "Crime e Castigo" e "Merlin ou a Terra Deserta". Fiquei com muita vontade de ler "C'était ça ou mourir", o livro de Thélyson Orélien, mesmo que ele tenha usado IA ou plagiado alguém para escrevê-lo.
Outra matéria recente sobre livros foi sobre o recente interesse da Geração Z pelo romance "As Noites Brancas" de Dostoievski, por influência, (pasmem!) do TikTok. Escrevi sobre isso no LinkedIn, o que causou grande hilaridade em alguns professores da universidade em que trabalho. Pelo menos a minha postagem serviu para fazê-los rir, o que já é uma grande utilidade.
Hoje fico por aqui, vou ler mais sobre Thélyson Orélien e continuar a ler "O Subsolo", que está no mesmo volume de "Noites Brancas", que acabei de reler em homenagem aos meus jovens amigos da Geração Z.