domingo, 8 de agosto de 2010

1001 comidas para comer antes de morrer (sem sair do Rio de Janeiro) - parte I

Physalis. Foto: wikipedia

No meu aniversário uma amiga, Mme C, deu-me um interessante livro, "1001 Comidas para Provar antes de Morrer", que me lembrou que muita gente passa por esta vida sem nem mesmo experimentar os alimentos disponíveis no próprio local onde mora. Por isso, vou começar uma lista de alimentos exóticos, ou nem tão exóticos mas pouco conhecidos ou pouco apreciados, que podem ser comprados nas feiras, supermercados, restaurantes e lojinhas do Rio de Janeiro.

Por favor, meus 26 fiéis seguidores, mandem sugestões!

Seguem os 10 primeiros:

1 - Physalis

Esta frutinha originária da Amazônia e dos Andes, é comum no Nordeste do Brasil, onde é conhecida como Camapu. Rica em antioxidantes e cheia de propriedades medicinais, o sabor desta fruta lembra um pouco o tomate-cereja, mas mais doce e frutado. Pode ser encontrada no Hortifruti e supermercados.

2 - Capuchinha

Fica linda enfeitando saladas verdes ou maionese de lagosta ou de camarão. O sabor desta flor comestível é levemente pícante, lembrando um pouco o do agrião. Os caules e folhas também têm propriedades medicinais. Pode ser encontrada em feiras livres.

3 - Bottarga

Também conhecido como o caviar do Mediterrêneo, as ovas de tainha salgadas e secas ao sol têm sabor forte de peixe e são deliciosas temperando saladas e molhos, ou simplesmente com torradas. No Brasil são produzidas em Santa Catarina, e podem ser encontradas em pratos típicos italianos ou vendidas separadamente em alguns restaurantes do Rio de Janeiro.

4 - Dobradinha

É a parede do estômago da vaca. Esta carne de textura e sabor inconfundíveis normalmente é servida com feijão branco, lombo e paio, acompanhada de arroz branco.

5 - Coalhada

Este parente do iogurte típico do interior do Brasil tem sabor menos menos ácido e as mesmas propriedades que o iogurte, ou seja, tem o cálcio e proteínas do leite, mas é de mais fácil digestão, por seu menor teor de lactose. Tem gostinho de coisa da fazenda, principalmente se for adoçada com mel.

6 - Queijo da Canastra

O queijo Canastra é um tipo de queijo brasileiro, originário da Serra da Canastra, onde nasce o Rio São Francisco, em Minas Gerais. De fabricação artesanal é um tipo de queijo minas curado. É produzido com o leite de vaca, tendo sabor diferenciado, obtido a partir dos pingos de água (soro) que escorrem do queijo ressecado com sal grosso, que são misturados ao leite da produção seguinte. Essa combinação dá sabor, textura e aroma a esse queijo. Pode ser encontrado em lindas embalagens de madeira, em supermercados e lojas de laticínios.

7 - Trilha

Esse delicioso e lindo peixinho cor de rosa pode ser encontrado nos mercados de peixe durante boa parte do ano. O seu sabor lembra o de camarão e outros crustáceos de que ele se alimenta. Fica uma delícia simplesmente frito ou grelhado na churrasqueira. O sabor delicado dispensa acompanhamentos elaborados, pode ser servido simplesmente com arroz branco e uma salada de alface e tomate.

8 - Flor de abóbora

Muito apreciada em todo a região  do Mediterrâneo, pode ser encontrada nas feiras-livres do Rio. Pode ser usada ligeiramente passada na manteiga, como recheio de omeletes, ou recheada de queijo e empanada. O sabor lembra o da própria abóbora mas é muito mais delicado.

9 - Taioba

Parece mais uma planta ornamental do que comestível. Cultivada há milhares de anos na China e no Egito, a taioba se parece com a couve, mas tem folhas maiores, mais largas e mais vistosas. A folha tem mais vitamina A do que a cenoura, o brócolis ou o espinafre. O preparo é simples. A taioba pode ser tratada como a couve: lavada, picadinha e refogada com cebola, torna-se um excelente acompanhamento para o almoço ou o jantar.

10 - Couve-flor roxa

A couve-flor é uma hortaliça do tipo inflorescência (conjunto de flores), cuja textura delicada e tenra exige cuidado e atenção na sua preparação. É rica nos minerais cálcio e fósforo, contém quantidades apreciáveis de vitamina C. A variedade roxa fica linda se for cozida no vapor, temperada somente com sal e azeite.


Salada enfeitada com Capuchinha (foto minha)

A maioria das informações é da wikipédia e do livro "1001 comidas para provar antes de morrer" de Frances Case. Os locais onde podem ser encontrados os alimentos são da minha própria experiência.

domingo, 1 de agosto de 2010

O Pequeno Nicolau

O Pequeno Nicolau - Desenho de Goscinny

Se você foi privado na infância ou adolescência de ler as aventuras do Pequeno Nicolau, fique sabendo que ainda há tempo para corrigir essa terrível deficiência. Corra para a livraria mais próxima e garanta os seus, antes que as pessoas que viram o filme esgotem todos os exemplares.
Brincadeiras à parte, os vários episódios do Pequeno Nicolau são daqueles livros para crianças que têm vários níveis de significado, e enriquecem as nossas vidas para sempre, nada perdendo, ao contrário, ao serem relidos mais tarde. Se você tem filhos, é uma excelente iniciação à leitura, com textos curtos e ilustrados. O filme foi uma grata surpresa para mim, e dei boas gargalhadas ao reencontrar o humor aparentemente ingênuo dessa turma de pequenos bagunceiros franceses. Não perca os livros nem o filme!

sábado, 19 de junho de 2010

Corridas de Rua


Adoro listas! Listas de coisas para fazer, de coisas para pensar, de motivos para não namorar um Tiranossauro Rex (link), e até de listas de telefones, quando estou fora do Rio de Janeiro. Então resolvi preparar uma, de 10 motivos para participar de corridas de rua. Algumas podem ser inconscientemente roubadas de revistas de corrida, os autores que me desculpem.
Aqui vai:

10 Motivos para participar de corridas de rua

  1. A camisa colorida do kit. São lindas, em geral de boa qualidade, e depois servem de motivo para cumprimentar estranhos na rua (que estejam usando a mesma camisa, claro)
  2. Satisfazer o instinto de manada. Nada melhor do que correr junto com milhares e milhares de pessoas , e ainda por cima usando o mesmo uniforme, para satisfazer o nosso ancestral instinto de correr com a manada.
  3. Estabelecer pequenas metas para a prática de exercícios. Correr 5 km sem parar, depois melhorar o tempo nos 5 km, aumentar a distância (a volta à Lagoa Rodrigo de Freitas, por exemplo, tem 7.6 km), correr uma prova de 10 km, etc.
  4. Motivação para acordar cedo e aproveitar melhor o domingo.
  5. São uma forma de conhecer pessoas e até de fazer novas amizades.
  6. É melhor correr na rua quando o trânsito está parado. Há menos poluição, e não há perigo de ser atropelado.
  7. Algumas corridas de rua são por boas causas, e parte da renda é revertida para instituições ligadas a essas causas.
  8. Sonhar acordado sem ninguém achar que você está louco.
  9. Muitas vezes há comida e bebida de graça. Além das frutas e bebidas da organização da corrida, muitos fabricantes aproveitam para divulgar os seus produtos distribuindo amostras aos corredores.
  10. A alegria de cruzar a linha de chegada (mesmo que seja em 675326º  lugar)

Os livros que permeiam a nossa vida


Para quem não gosta ou não tem o hábito de ler, é difícil explicar o amor pelos livros. Gostar de viver cercado deles, não aguentar nem ir ao banheiro sem a sua companhia, ser incapaz de se sentar para tomar um chá ou um café sem um deles, mesmo com o incômodo de segurar a chícara e o livro ao mesmo tempo, são características dos viciados em leitura que são inexplicáveis e às vezes irritantes para os não-leitores.
A mãe de um amigo meu, acometida de uma dessas doenças degenerativas devastadoras que felizmente são raras, entrou em depressão não por saber que a doença era incurável e lhe daria poucas chances de luta, mas por não poder segurar mais os livros, jornais e revistas de que tanto gostava.
Recentemente um colega geofísico russo enviou-me dois livros de Bulgakov, considerado um dos melhores escritores russos do século XX, que eu ignorava completamente. Que prazer indescritível descobrir assim sem mais nem menos outro grande escritor! E para enquadrá-lo no contexto histórico, nada como a internet: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bulgakov. Mais um médico escritor! O que leva tantos médicos a escrever? Muitos grandes escritores enfrentaram o duro caminho de estudar e começar a prática da medicina, e depois largaram tudo para tornar-se escritores profissionais, ou ainda conseguiram fôlego para exercer as duas profissões. Alguns, claro, estudaram medicina por pressão da família, e mais tarde abandonaram a carreira para seguir a verdadeira vocação, mas muitos descobriram que tinham as duas vocações, ou talvez o profundo conhecimento que desenvolveram da natureza humana através da prática em consultórios e hospitais os tenha levado a sentir essa necessidade de "reinventar o humano", como escreveu o crítico Harold Bloom.
Recentemente a minha amiga Mme I deu-me um livro, o excelente "A Elegância do Ouriço" de  Muriel Barbery. No livro há uma passagem em que uma das personagens principais fala da sua admiração por um dos jogadores ds rugbi da Nova Zelândia, que executa uma dança Maori antes das partidas com uma expressão particularmente concentrada. No mesmo dia em que li esse capítulo do livro, assisti ao filme "Invictus", onde aparece a mesma seleção de rugbi dançando a dança guerreira Maori que encantou a personagem. Algumas semanas depois, Martha Medeiros escreveu sobre o livro de Muriel Barbery na sua crônica A Elegância do Conteúdo, em que ela adomoesta os brasileiros a não se tornarem uma nação rica mas cheia de cabeças ocas. Essas coincidências e afinidades acontecem frequentemente com os leitores assíduos, e são um dos ganchos que levam ao vício incurável da leitura.

sábado, 15 de maio de 2010

Corrida e Caminhada contra o Cancer de Mama


No Rio de Janeiro, vai ser no domingo, 22 de maio, no Aterro do Flamengo. Mesmo para quem não se inscreveu, vale a pena ir até lá para aproveitar a festa, divertir-se e informar-se.
Repito aqui as "dicas" que publiquei no ano passado, e que servem para qualquer corrida de rua:

  • Não se esqueça de levar boné, óculos de sol e de passar protetor solar antes de sair de casa! O protetor solar é importante para a sua saúde e para evitar as marcas ridículas da bermuda e da camiseta!
  • Tome um café da manhã leve, mas não vá em jejum. Comer alguma coisa é importante para ativar o metabolismo e aproveitar melhor os benefícios da caminhada ou corrida.
  • Ao longo do percurso há alguns pontos de hidratação. Pegue sempre um copinho e beba pelo menos um gole de água. Se estiver muito calor, jogue o restante da água na sua cabeça, pescoço e pulsos, para se refrescar.