terça-feira, 26 de julho de 2022
sábado, 1 de janeiro de 2022
Salpicos de Alegria
Minhas pequenas fofoletes (colagem usando o www.fotor.com)
Muita gente começou ou retomou algum hobby durante a pandemia. Entre afazeres domésticos, trabalho remoto, cuidados com a família, ainda encontramos tempo para fazer alguma coisa que nos traz conforto e sentido de realização. Eu comecei a fazer amigurumi, seguindo o exemplo da filha de uma amiga. Eu já tinha visto os bichinhos de crochê aqui e ali, mas não sabia nem que havia um nome japonês fofinho para eles.
Fazer amigurumis pode ser extremamente rápido ou demorar bastante, dependendo do tamanho e complexidade dos bichinhos e do tempo que dedicamos a eles. E a melhor parte é que não só é um grande prazer vê-los nascer nas nossas mãos, mas também dá-los de presente e levar um salpico de alegria a alguém que esteja precisando. E estamos todos precisando.
Que 2022 traga muitos salpicos de alegria para todos nós!
quarta-feira, 27 de outubro de 2021
Memorabilia
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| The Cluttered Attic by Steve Crisp |
Há umas palavras que lemos primeiro em outra língua, em geral inglês, e depois descobrimos que também existem em português. Memorabilia (lê-se memorábilia) é uma delas. Pode significar uma coleção de objetos relacionados com um tema, como um time de futebol ou uma banda de música, por exemplo "memorabilia dos Beatles", ou simplesmente fatos ou coisas que suscitam lembranças.
Há algum tempo, inspirada por um amigo português que reencontrei depois de quatro décadas, que falou em "Idéias Peregrinas", comecei a compilar um dicionário de palavras e frases da minha infância. Comecei devagar, pelas idéias peregrinas, e a coisa foi crescendo. Atualmente o dicionário tem 31 páginas e mais de mil entradas, e tenho ainda uma lista interminável de palavras e frases que ainda preciso de incluir nele.
Formei um grupo de Whatsapp com os meus cinco irmãos para irmos guardando lá as palavras de que nos formos lembrando. Às vezes damos boas risadas. De vez em quando aparece uma palavra ou frase de que só um de nós se lembra. Os mais prolíficos nessas palavras desirmanadas são o irmão mais velho e o mais novo, como é de se esperar. Não só eles são "mais loucos do que trinta cabras", mas também são o que começou primeiro, e o último a conviver com os nossos pais, depois dos outros saírem de casa. Inicialmente o dicionário era mais de expressões lá de Portugal, mas depois fomos incluindo algumas também do Brasil, que foram sendo incorporadas ao folclore da família.
Segue uma seleção de algumas de palavras ou frases pinçadas no dicionário da família. Espero que gostem.
- Abichar: obter alguma coisa através de ardil
- Bota-de-elástico: uma pessoa antiquada e um pouco ridícula
- Coca-bichinhos: pessoa que se ocupa com coisas miúdas
- Desarrincanço: uma solução genial para algum problema
- Estafermo: pessoa de mau caráter
- Fosquinhas, fazer: fazer
gracinhas
- Gaifonas, fazer: fazer caretas acompanhadas de gestos exagerados
- Herodes para Pilatos, andar de: ter que ir a muitos lugares diferentes para resolver alguma coisa
- Ideias peregrinas: ideias mirabolantes, que vão e voltam
- Javardo: pessoa que não tem bons modos à mesa
- Limpar as mãos à parede: conclusão de um serviço muito mal feito: “podes limpar as mãos à parede!”
- Mata-cavalos, ir a: muito depressa
- Nem o pai morre, nem a gente almoça: quando uma situação não ata nem desata
- Olhos de carneiro mal morto: olhos semicerrados
- Peúgas desirmanadas: meias desemparceiradas
- Quando o rei faz anos: muito raramente
- Rabiobeque: ornamento desnecessário
- Sarilho, ou “bonito sarilho”: complicação, problema quase insolúvel
- Tagaté: brincadeira para estimular uma criança pequena: "fazer tagatés"
- Urso! malcriado
- Vê lá se te caem os parentes na lama! quando alguém não quer fazer um trabalho por ser humilhante
- Xeque-morango: uma regra inventada na hora para ganhar um jogo que já estava perdido
- Zurrapa: comida ou bebida muito ruim
segunda-feira, 26 de abril de 2021
Autorretrato
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| Eu, por mim mesma |
- Desalento
- Desconsolo
- Desespero
- Devastação
- Depressão
sábado, 10 de abril de 2021
O Alfabeto do Desespero
Assombro, com tudo isso que estamos passando
Bebidas alcoólicas, para tentar aliviar a dor
Coronavírus, o maldito
Desalento, porque não vemos o fim desse pesadelo
Estarrecedor, o noticiário diário
Fome... o assassino silencioso invadindo cada vez mais casas de família
Gritos silenciosos dos entubados
Horas que custam a passar
Indescritível dor dos que ficaram
Jamais teremos que passar por isso novamente - esperança!
Liberdade perdida... pelo menos por quem tem responsabilidade
Madrugadas em claro, pensando no dia seguinte
Negacionismo, a arma dos impotentes
Obrigações, que devem ser cumpridas, cada vez mais
Pandemia, a palavra do ano, da década, do século...
Quarentena nossa de cada dia
Reinfecção, antes uma possibilidade, agora uma certeza
Sintomas, sintomas, estranhos sintomas
Tragédia, cada vez mais presente
Último ano, em que vivemos um pesadelo gigante
Viagens adiadas ou canceladas
Xenofobia, mais um efeito colateral da virose
Zoom, o aplicativo, que quase virou sinônimo de teleconferência


