sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Azeitonas Opiparamente Temperadas


Ingredientes
200g de azeitonas Pretas
1 pitada de sal
1 fio de azeite
1 pitada de pimenta do reino
1 pitada de pimenta calabresa
1 pitada de orégano ou mistura portuguesa (veja o "post" de 12 de setembro)
1 dente de alho picado bem fino, ou o equivalente em alho desidratado
1 pouco de lasquinhas de casca de limão cortadas com uma faca bem afiada, sem a parte branca

Escorra o líquido e lave as azeitonas. Coloque todos os temperos, junto com as azeitonas, num frasco de vidro grande com tampa. Sacuda bem o vidro para misturar bem os temperos. Se precisar, coloque mais um pouco de azeite para espalhar melhor.
Se não gostar de pimenta, pode fazer sem ela, o toque especial desta receita é a casca de limão e os outros temperos. O sal é imprescindível, mesmo que as azeitonas estejam salgadas por dentro, para deixar uns grãozinhos na superfície, agarrados no azeite. Pode ser só uma pitadinha mesmo.


Azeitonas temperadas à moda do Velho Abreu  conforme receita da Abuelita


domingo, 8 de novembro de 2009

A Insustentável Leveza do Peixe

ou O Peixe Assado da Minha Mãe

Vá à feira ou mercado de peixe mais próximo e peça um peixe bom para assar, com pelo menos 1,2 kg. Só não pergunte ao vendedor "Esse peixe tem espiiiinhas???", porque ele provavelmente vai responder "Não, esse é invertebrado" e impingir-lhe uma corvina podre.
Escolhido o peixe, que pode ser um pargo, cherne, vermelho ou outro recomendado pelo seu vendedor de confiança, peça para preparar para assar, o que significa retirar as vísceras e escamas deixando o peixe inteiro e com a pele.

Lave bem o peixe e verifique se ele foi bem limpo, tempere com sal e limão, e coloque numa assadeira (de cerâmica ou vidro, que possa ir ao forno e à mesa) untada com um pouco de margarina. Recheie a barriga do peixe com pedaços de cebola, uns dois dentes de alho cortados em pedaços, um ramo de alecrim, um de salsa e um de cebolinha, ou outros da sua preferência. Espalhe algumas rodelas de cebola por cima do peixe, polvilhe com colorau, um fio de azeite e mais um pouco de sal (para temperar as cebolas), e leve ao forno médio. Prepare um molho para regar o peixe com 1 parte de vinho branco para duas de água, e um pouco de sal. Se não tiver vinho pode usar um jato de vinagre ou um pouco de suco de limão, diluidos em água e sal. Use esse molho para manter o fundo da assadeira molhado, sem queimar.
Em paralelo, cozinhe algumas batatas inteiras em água e sal, retire a casca e corte em rodelas de 1cm de espessura. Quando o peixe estiver quase pronto, disponha as batatas em volta dele na assadeira e deixe mais uns 10 minutos no forno. Acompanhe com arroz de amêndoas e passas, salada, ou verduras cozidas.
Este prato fica muito leve, tenha um plano B, porque poucas horas depois a fome volta!

sábado, 7 de novembro de 2009

Uma ideia leva a outra que leva a outra que leva a outra...


Ao vasculhar mais um expositor da editora gaúcha L&PM, que publica ótimos livros de bolso, nacionais ou estrangeiros em traduções primorosas, deparei-me com um exemplar de "Max e os Felinos", de Moacyr Scliar. Esse livro, já consagrado pelos fãs desse médico e escritor gaúcho, e traduzido para vária línguas, ganhou mais notoriedade depois do escritor canadense Yann Martel ganhar o prêmio Booker em 2002, com o livro "A Vida de Pi", que se inspirou na ideia central do livro de Scliar. Ambos partem de uma viagem solitária de um náufrago com um grande felino: um jaguar, no livro brasileiro e um tigre no livro canadense. Ambos têm grandes passagens sobre o medo e a solidão, embora o desenrolar das histórias seja bastante diferente.
Yann Martel reconhece que se inspirou na ideia de Scliar para escrever o seu livro, embora tenha lido apenas uma resenha, e é interessante ler os dois livros e observar a similaridade dos relatos imaginados pelos dois autores sobre os longos dias passados pelos seus protagonistas na companhia das respectivos feras.



Moacyr Scliar escreveu uma instigante discussão sobre o plágio na introdução à edição de bolso da L&PM do seu livro. Leia mais sobre os dois livros no arquivo do Estadão:

domingo, 1 de novembro de 2009

Confesso que sou uma Chata


Na semana passada a crônica da Martha Medeiros falava sobre os chatos. Li a crônica e me enquadrei em todas as categorias, parecia que ela estava falando de mim. Para ler a crônica na íntegra, acesse o link do Jornal de Santa Catarina:
http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,1147,2694128,13382

Leia a crônica e marque abaixo os itens em que você se enquadra. Se achar isso mais uma das minhas chatices, feche esta página e vá abraçar uma árvore, fritar um ovo, andar de bicicleta, sei lá...

O Chato...
( ) Ama demais
( ) É infantil demais
( ) Leva muito tempo para contar algo que lhe aconteceu
( ) Fica horas no telefone
( ) Leva-se a sério além do razoável
( ) Ocupa o tempo dos outros com histórias que não são interessantes
( ) Pergunta: lembra-se de mim?
( ) Começa frases com "adivinha"
( ) Conta sonhos
( ) Estiiiiica as letras das palavras e escreve (rsrsrsrs) no final das frases

Eu tirei nota 10, e você? (rsrsrsrs)

domingo, 25 de outubro de 2009

Homenagem aos Taxistas do Rio de Janeiro


Em setembro de 1914 o governador de Paris convocou 600 taxis para levar soldados, já exaustos de outras batalhas, como reforços para enfrentar as tropas alemãs que se encontravam a poucas dezenas de quilômetros de Paris. Os taxistas de Paris eram todos idosos e aposentados, porque os mais novos já haviam sido convocados para lutar na guerra, mas todos obedeceram à convocação do general, enfrentando as duras condições da estrada, durante a noite, com as luzes apagadas, e o frio, fome e sede nos seus Renault modelo AG, que depois ficaram conhecidos como Taxis do Marne. A operação pode não ter sido decisiva para a vitória sobre os alemães, porque o número de soldados assim transportados foi pequeno, mas certamente contribuiu muito para levantar o moral dos franceses e seus aliados. Hoje em dia há placas em homenagem aos taxistas do Marne no local da batalha e na praça dos Inválidos em Paris, onde os taxistas se reuniram antes de começar a jornada, e ainda restam 3 dos táxis originais em museus na França e nos Estados Unidos. O Episódio foi narrado com precisão histórica e humor por Philippe Bernert em um dos capítulos do livro "La France de la Madelon" de Gilbert Guilleminault.

Resolvi contar esta história como forma de homenagear os nossos valorosos taxistas, que em meio ao caos em que vivemos aqui na linda cidade do Rio de Janeiro, nos ajudam cotidianamente a enfrentar os nossos pequenos dramas. Várias vezes usei táxis como ambulância, e todos sabemos de histórias de verdadeiro heroísmo que eles às vezes protagonizam, como a que aconteceu na semana passada, em que um deles ajudou suas passageiras a protegerem-se de um tiroteio, e ainda voltou depois para levá-las em segurança ao seu destino. Vivam os taxistas!


(foto tirada do Correio Catarinense)