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| Eu, por mim mesma |
- Desalento
- Desconsolo
- Desespero
- Devastação
- Depressão
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| Eu, por mim mesma |
Assombro, com tudo isso que estamos passando
Bebidas alcoólicas, para tentar aliviar a dor
Coronavírus, o maldito
Desalento, porque não vemos o fim desse pesadelo
Estarrecedor, o noticiário diário
Fome... o assassino silencioso invadindo cada vez mais casas de família
Gritos silenciosos dos entubados
Horas que custam a passar
Indescritível dor dos que ficaram
Jamais teremos que passar por isso novamente - esperança!
Liberdade perdida... pelo menos por quem tem responsabilidade
Madrugadas em claro, pensando no dia seguinte
Negacionismo, a arma dos impotentes
Obrigações, que devem ser cumpridas, cada vez mais
Pandemia, a palavra do ano, da década, do século...
Quarentena nossa de cada dia
Reinfecção, antes uma possibilidade, agora uma certeza
Sintomas, sintomas, estranhos sintomas
Tragédia, cada vez mais presente
Último ano, em que vivemos um pesadelo gigante
Viagens adiadas ou canceladas
Xenofobia, mais um efeito colateral da virose
Zoom, o aplicativo, que quase virou sinônimo de teleconferência
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| Saul Steinberg, 1970 |
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| Saul Steinberg - New Yorker, 1975 |
Uma das coisas que mais me entristeceram durante a pandemia, entre mil outras, foi o dia que eu dei uma gargalhada e o Sr. C. disse que há meses não ouvia a minha risada.
Tudo passa... mas algumas coisas deixam marcas para sempre. Penso, logo resisto... tento resistir à tentação de desistir de tudo. E procuro pensar que vou voltar a rir.